domingo, 20 de maio de 2012
'Os dois métodos não se complementam, mas competem'
'Os dois métodos não se complementam, mas competem'
Entrevista com Francisco Azevedo de Arruda Sampaio, autor de livros didáticos
Autor de livros didáticos, o professor Francisco Azevedo de Arruda Sampaio está lançando o livro Com a Palavra, o Autor, no qual faz críticas ao Programa Nacional do Livro Didático. Apesar das contestações, é contra o sistema apostilado.
Como o sr. vê o crescimento da apostila sobre o livro didático?
Preocupante. A gente não sabe como é feita a escolha de um sistema de ensino e apostilas podem não passar por avaliação criteriosa. Como os valores envolvidos são altos, a negociação exige transparência para evitar desvios. Do ponto de vista educacional, como se adota um sistema único, pressupõe-se que a realidade de todas as escolas da cidade seja sempre a mesma.
Há autores de livros que estão escrevendo apostilas. É possível fazer algo da mesma qualidade?
É possível fazer apostilas de boa qualidade. A apostila nada mais é que um livro que você divide por segmentos e faz uma programação de abordagem. Quando você pressupõe um sistema unificado, pressupõe que a realidade de todas as escolas seja a mesma. Propor atividades em uma escola rural é diferente de fazer o mesmo em uma escola de favela.
O livro didático contempla isso?
Contempla da seguinte maneira: a escola rural opta por um livro didático e, dentro do mesmo município, a escola urbana opta por outro. O que se rouba (com apostilas) é a possibilidade de a escola ter seu próprio projeto didático.
Mas o sr. faz críticas ao PNLD.
As críticas que faço são para aprimorá-lo, construtivas. A falha principal do PNLD está na maneira como é feita a avaliação dos livros. Sou a favor da avaliação, mas às vezes os critérios usados não são claros.
É possível o livro didático conviver com as apostilas na aula?
Os dois métodos não se complementam, mas competem.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/ - Acesso em 19 de maio de 2012.
Escolha de livros didáticos precisa de avaliação, dizem autores
Escolha de livros didáticos precisa de avaliação, dizem autores
Escrito por Agência Senado
Qui, 17 de Maio de 2012 14:09
Os avaliadores das obras escolhidas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) também precisam de uma avaliação, na opinião de representantes de autores ouvidos em audiência pública promovida na ultima quarta-feira, (16), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). E o trabalho de escolha dos livros didáticos poderá ser regulamentado por meio de um novo marco legal, segundo proposta dos senadores que participaram da audiência.
As maiores críticas ao atual modelo foram feitas pelo escritor Francisco Azevedo de Arruda Sampaio. Apesar de considerar o PNLD uma “boa política de Estado essencial para a educação brasileira”, ele afirmou que os avaliadores muitas vezes utilizam “critérios vagos e confusos” na escolha das obras que participarão do programa. Ele ressaltou ainda a necessidade de se garantir a pluralidade de pensamento dos autores.
- Quando alguém não está de acordo com determinada linha de abordagem ou filiação acadêmica, é excluído. Como não pode ser pela linha pedagógica ou pela abordagem, inventam qualquer desculpa – afirmou Sampaio.
Como exemplo, ele citou um livro de ciências, de sua autoria, que foi rejeitado por uma comissão de avaliação. O livro, relatou, foi considerado racista, por ter exposto como ilustração um “índio vestido de índio”. Segundo os avaliadores, o livro reforçaria o “caráter exótico dos índios”.
- Queriam um índio de terno e gravata? – questionou.
O presidente da Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos (Abrale), José de Nicola Neto, disse que existem aspectos da avaliação pedagógica que “podem e devem ser aperfeiçoados”, uma vez que o atual modelo estaria dando sinais de “esgotamento paradigmático”. Ele considerou “incompreensível”, por exemplo, que obras acolhidas e elogiadas para um triênio sejam desqualificadas para o triênio seguinte. A seu ver, os relatórios de exclusão de livros são muitas vezes marcados por “autoritarismo e ou erros”. Nicola Neto acrescentou que somente neste ano os autores passaram a poder questionar os relatórios.
Entre as propostas apresentadas pelo presidente da Abrale estão as de certificação de livros, em vez de submetê-los a nova avaliação a cada três anos, a criação de uma comissão permanente de controle da avaliação, e o fim do anonimato dos responsáveis pelos pareceres.
Por sua vez, o vice-presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, Antonio Luiz Rios da Silva, afirmou preferir inicialmente avaliar os “recentes avanços do programa” adotados pelo Ministério da Educação, para que se possa verificar se as mudanças “resolveram os problemas” identificados no programa.
Grande negócio
Ao defender a necessidade de se rever o programa, Kátia Abreu observou que a venda de livros didáticos representa um negócio superior a R$ 1,2 bilhão. Ela recordou que uma das atribuições do Senado é a de fiscalizar a aplicação de recursos públicos. A senadora criticou ainda o fato de que livros rejeitados pelo MEC sejam adotados livremente por escolas privadas.
Além disso, condenou o anonimato dos avaliadores, uma vez que a rejeição de uma obra representaria uma “humilhação pessoal” para o escritor, que deveria ter o direito de saber quem redigiu o parecer.
Em seguida, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) defendeu a adoção de um novo marco legal para o processo de escolha dos livros didáticos. Para ele, o Legislativo deveria estabelecer normas “transparentes” e critérios para a escolha dos avaliadores e de punição para eventuais desvios, além de “exigências curriculares” para os avaliadores. A sugestão foi bem aceita pelo senador Aníbal Diniz (PT-AC), para quem devem ser estabelecidos “critérios de Estado” para reger o programa.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) – que presidiu a reunião depois do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) – criticou a centralização da produção de livros didáticos na região Sudeste e concordou com a necessidade de adoção de regras claras para a escolha das obras.
- Não é possível que, em uma época de transparência, permaneça o anonimato que preserve a incompetência e prejudique a própria cidadania. Precisamos abrir essa caixa preta – afirmou Ana Amélia.
Fonte: http://www.abrelivros.org.br/ - Acesso em 19 de maio de 2012.
Professor espanhol ministrará no Benfica curso sobre sustentabilidade
Professor espanhol ministrará no Benfica curso sobre sustentabilidade
14-May-2012
O professor de psicologia social e ambiental Ricardo Garcia-Mira, da Universidade da Coruña, na Espanha, estará na Universidade Federal do Ceará, de 21 e 24 de maio, para ministrar conferência e minicursos com o tema "Sustentabilidade: cultura e valores ambientais".
O Professor fará conferência no dia 24 de maio, às 19h, no Auditório José Albano, do Centro de Humanidades I (Av. da Universidade, 2683 – Benfica). Já nos dias 21, 23 e 24 de maio, das 14h às 18h, Garcia-Mira ministra um curso, com vagas limitadas, sobre sustentabilidade e psicologia social e ambiental; cultura e participação do cidadão na ação ambiental; percepção, atitudes, representações e consumo na cidade, dentre outras temáticas.
As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de maio no site do Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental da UFC (Locus). Os participantes do curso poderão fazer uma trilha ecológica, no dia 26 de maio, na praia de Canoa Quebrada. Os eventos são promovidos pelo Locus, Programa de Pós-Graduação de Psicologia da UFC e Programa de Extensão Educação Patrimonial e Ambiental: ações protetoras frente ao risco e à vulnerabilidade social da juventude (Proext Patrimônio).
Fonte: Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental da UFC (Locus) - (fone: 85 3366 7648)
Xilogravuras de Juazeiro do Norte e livro sobre Antônio Bandeira serão lançados pela UFC
Xilogravuras de Juazeiro do Norte e livro sobre Antônio Bandeira serão lançados pela UFC
CapaO livro "Antônio Bandeira e a poética das cores" e a Coleção Xilogravuras de Juazeiro – Acervo MAUC serão lançados no dia 23 de maio, às 19h, nos jardins da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (Av. da Universidade, 2853 – Campus do Benfica). Projetos da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC, o livro homenageia os 90 anos de nascimento e os 45 anos do falecimento do pintor cearense Antônio Bandeira (1922-1967), enquanto a coletânea proporciona acesso inédito a álbuns de grandes mestres da xilogravura cearense, guardados há 50 anos no Museu de Arte (MAUC) da Instituição. "Antônio Bandeira e a poética das cores" reúne artigos sobre a obra do pintor cearense produzidos por professores da UFC e, ainda, texto editado por Gilmar de Carvalho, pesquisador da tradição e organizador do livro, a partir de entrevista concedida a ele pelo artista plástico Sérvulo Esmeraldo. Os textos aprofundam a vida e o legado artístico de Bandeira, ressaltando aspectos que, em seu conjunto, explicam por que, através da pintura e do desenho, ele se imortalizou.
O livro contém, ainda, ilustrações de telas de Bandeira e fotos que se apresentam como um relato iconográfico do homem e do artista, que posa vaidoso, descontraído e informal. "Antônio Bandeira e a poética das cores" é um retrato de corpo inteiro, com impressões, análises e imagens para fixar, na memória dos cearenses, a figura imortal de Antônio Bandeira.
Ligado, desde o início dos anos 1970 à UFC, onde é mantida sala com seu nome no MAUC, o pintor é figura referencial nas artes do século XX. Quando criança, estudou pintura com dona Mundica e se maravilhou diante das fagulhas da fundição do pai e da explo-são de vermelho do flamboyant. Ao congregar tudo isso no abstracionismo, Antônio Bandeira superou paradigmas, quebrou regras e deixou as marcas de uma poética das cores.
Capa da ColeçãoCOLEÇÃO XILOGRAVURAS – O MAUC detém um dos maiores e mais valiosos conjuntos de matrizes xilográficas do País. No início dos anos 1960, o Reitor Antonio Martins Filho (1904-2002) designou comissão formada pelos artistas plásticos Floriano Teixeira (1923-2000) e Sérvulo Esmeraldo e pelo crítico e historiador de arte Lívio Xavier Jr. para viajar até o Cariri e adquirir tacos e cópias de matrizes. Outro objetivo era encomendar trabalhos aos artistas de extração popular que editavam folhetos de cordel na lendária Tipografia São Francisco, do alagoano José Bernardo da Silva (1901-1972), em Juazeiro do Norte.
Graças à interferência dos emissários da UFC, a xilogravura, que antes servia apenas como ilustração para capas de folhetos, benditos, novenas e rótulos para as manufaturas da região, deixou de ser artesanato e tornou-se arte. A técnica ganhou autores, como Walderêdo Gonçalves (1920-2006), Antonio Lino, José Caboclo e Mestre Noza (1897-1983), artista de referência da escrita na madeira e da escultura em umburana, que dá nome ao atelier de gravura do MAUC, todos nomes da geração pioneira. Foi o MAUC que interferiu, de modo decisivo, na produção xilográfica brasileira ao sugerir aos artistas o formato álbum, trazendo a serialização, o planejamento da edição e o desenvolvimento de um tema, inserindo, assim, a questão da autoria.
Cinquenta anos depois, vem a público a edição dos álbuns "Apocalipse", de Walderêdo Gonçalves; "As Aventuras de Vira-Mundo", de José Caboclo; e "A Vida do Padre Cícero", de Antonio Lino; e a reedição de "A Vida de Lanpião (sic) Virgulino Ferreira", de Mestre Noza, através da Coleção agora lançada. Esses álbuns, tesouro inédito da cultura cearense e nordestina, foram decisivos para a aceitação da xilogravura pelo mercado, atraindo galerias e colecionadores, chamando a atenção das instituições para a arte.
A Coleção "Xilogravuras de Juazeiro – Acervo MAUC" e o livro "Antônio Bandeira e a poética das cores" têm o apoio do Governo Federal, através do Banco do Nordeste.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – (fone 85 3366 7331) / Prof. Gilmar de Carvalho, organizador do livro "Antônio Bandeira e a poética das cores" – (fone: 85 9995 3371)
Interação Cesp Unb
08/05/2012 - INTERAÇÃO
Cespe/UnB abre 60 vagas em curso sobre língua portuguesa para professores
As inscrições são gratuitas e vão até o dia 20 de maio, pelo site www.gie.cespe.unb.br
O Fórum Permanente de Professores, coordenado pela Gerência de Interação Educacional do Cespe/UnB, abriu 60 vagas para o curso “O ensino da língua portuguesa no contexto da educação bilíngue”. As inscrições, que são gratuitas, já estão abertas e vão até o dia 20 de maio no endereço eletrônico www.gie.cespe.unb.br, no link Fórum Permanente de Professores.
O objetivo do curso é contribuir para o preparo do professor de português como segunda língua no contexto da educação bilíngue, propondo uma reflexão sobre a realidade das minorias linguísticas do Brasil, bem como enfocar a questão do ensino do português como segunda língua, os conteúdos de um programa e sua implementação em sala de aula. Podem participar professores do ensino fundamental e médio das redes pública e particular, além de professores e estudantes do ensino superior do Distrito Federal.
As aulas serão ministradas no Campus Universitário Darcy Ribeiro, em Brasília, todas segundas-feiras a partir do dia 21 de maio até o dia 2 de julho, das 14h às 18h.
SERVIÇO
Curso “O ensino da língua portuguesa no contexto da educação bilíngue”
Locais: campus Darcy Ribeiro
Inscrições: 7 a 20 de maio
Realização: 21 de maio a 2 de julho, todas as segundas-feiras
Vagas: 60
A inscrição é gratuita
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)